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Diferença entre e-CPF e e-CNPJ: titular, usos e qual comprar

A diferença entre e-CPF e e-CNPJ está em quem responde pela assinatura, a pessoa ou a empresa, e é isso que decide qual comprar quando o sócio e o negócio se confundem.

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diferença entre e-CPF e e-CNPJ

diferença entre e-CPF e e-CNPJ

O mecânico tinha um certificado da oficina havia dois anos, comprado a pedido do contador, e nunca o tinha usado para nada além da nota fiscal. Quando precisou assinar o contrato de aluguel do galpão novo, em nome dele, o sistema da imobiliária recusou: a assinatura era da empresa, e o locatário era ele, não a firma. Comprou um e-CPF por metade do preço, assinou no mesmo dia e descobriu que ele também emitia a nota. Tinha pago dois anos pelo certificado errado.

A diferença entre e-CPF e e-CNPJ é a identidade que cada um carrega. O primeiro identifica a pessoa física, com nome e CPF do titular, e assina o que ela assina: contratos, declarações, procurações, documentos profissionais. O segundo identifica a pessoa jurídica, com razão social e CNPJ, vinculado a um responsável legal que responde por ele, e cobre o que a empresa assina: nota fiscal, obrigações acessórias, contratos em nome da firma. Um não substitui o outro na forma, mas o certificado do sócio vale pela empresa em muitos usos, e é aí que a escolha se complica.

Este texto mostra quem é o titular de cada um e o que cada certificado assina. Traz em quais sistemas o pessoal representa a firma e em quais não, como a procuração para o contador muda a conta, o que muda no preço e na validade, e como escolher entre um, outro ou os dois.

Aqui estão o titular de cada certificado, os documentos que cada um assina, os sistemas que aceitam o pessoal pela empresa e a tabela comparativa. Entram a procuração do contador, o preço e a validade, os erros de quem compra pelo nome, a ordem para agir, os custos e as dúvidas mais frequentes.

Diferença entre e-CPF e e-CNPJ: o titular

No certificado pessoal, o titular é a pessoa, e a biometria colhida na emissão é a dela. Ele a acompanha em qualquer atividade: como profissional liberal, como sócio, como empregado, como cidadão diante do governo. No corporativo, o titular é a empresa, mas quem comparece à validação e assina o termo é o responsável legal indicado nos atos constitutivos, cujo CPF fica gravado ao lado do CNPJ. Se esse responsável sai da sociedade, o certificado precisa ser revogado e emitido em nome de outro.

Empresa não tem rosto nem digital; seu certificado é sempre a assinatura de uma pessoa autorizada em nome dela.

As assinaturas de cada um

O pessoal assina contratos próprios, declaração de imposto de renda, procurações, petições, receitas e atestados quando tem atributo profissional, e acessa os serviços do governo em nome do cidadão. Já o corporativo assina a nota fiscal eletrônica, envia eSocial, DCTFWeb e demais declarações, acessa os sistemas da Receita e das secretarias de fazenda como pessoa jurídica, assina contratos pela firma e a representa em licitações. Onde a lei fala em assinatura do representante legal, o certificado dele também serve; onde fala em certificado da pessoa jurídica, só o corporativo.

A nota de produto aceita os dois em quase todos os estados; algumas prefeituras, na nota de serviço, só aceitam o corporativo.

Como a escolha depende também da mídia e da validade, vale olhar o quadro completo antes de comprar. O guia sobre os tipos de certificado digital A1 e A3 organiza os certificados por titular, finalidade e mídia, com validade, faixa de preço e o uso que cada um resolve, e mostra onde o pessoal basta e onde o corporativo é obrigatório. O mecânico teria comprado um só, o certo, desde o início.

Comparativo entre os dois

O que muda entre o pessoal e o corporativo.
Pontoe-CPFe-CNPJ
TitularA pessoa física.A empresa, por um responsável.
Contrato pessoalAssina.Não assina.
Nota fiscal da empresaAssina em quase todos os estados.Assina sempre.
Saída do sócioVai com ele.Precisa ser reemitido.

Onde o pessoal representa a firma

Nos sistemas da Receita Federal, o sócio com poderes no contrato social e vínculo de responsável no cadastro do CNPJ acessa e assina pela empresa com o próprio e-CPF, e pode dar procuração eletrônica ao contador. Nos emissores de nota de produto, o pessoal do responsável é aceito em quase todos os estados. Em contratos, o sócio com poderes de representação assina pela firma com ele, e o contrato vale. O que não muda é o eSocial de empresas maiores e alguns portais estaduais e municipais, que exigem o certificado com o CNPJ gravado.

Procuração, preço e validade

A procuração eletrônica cadastrada na Receita permite que o contador opere com o certificado dele, independentemente do que a firma tem, e é revogada sem trocar nada. No preço, o pessoal custa de R$ 100 a R$ 180 por ano no A1 e o corporativo de R$ 150 a R$ 250, com a distância se mantendo nas versões trienais em nuvem.

A validade é igual para os dois em cada mídia: um ano em A1, três em A3, até cinco em nuvem. Muda o que acontece na troca de sócio: o pessoal fica com a pessoa, e o da empresa morre com a saída do responsável.

Erros de quem compra pelo nome

O erro mais comum é comprar o corporativo porque a empresa tem CNPJ, sem conferir se o e-CPF do dono resolveria o mesmo por menos e ainda serviria para a vida pessoal. Vem depois o inverso: contar com o pessoal em prefeitura que só aceita o corporativo na nota de serviço. Segue emitir o corporativo em nome de um sócio que sai meses depois. Fecha a lista comprar os dois sem precisar de nenhum dos usos exclusivos. O primeiro custou dois anos ao mecânico.

Em ordem, para agir

  1. Listar o que precisa ser assinado: contratos pessoais, nota fiscal, declarações, acesso a sistemas.
  2. Conferir se o sócio tem poderes de gestão e vínculo de responsável no CNPJ.
  3. Perguntar ao emissor de nota e à prefeitura se aceitam o certificado pessoal do responsável.
  4. Com aceite em tudo, ficar com o pessoal; com exigência de CNPJ em algum sistema, comprar o corporativo, ou os dois.
  5. Cadastrar a procuração do contador na Receita, seja qual for o certificado.

Foi o passo três que o mecânico não deu, e teria custado uma ligação.

Quanto custa

Um e-CPF A1 fica entre R$ 100 e R$ 180 por ano, e o trienal em nuvem entre R$ 150 e R$ 350. Já um e-CNPJ A1 sai por R$ 150 a R$ 250 ao ano, e o trienal em nuvem por R$ 250 a R$ 450. Quem precisa dos dois gasta de R$ 400 a R$ 800 por três anos, e quem descobre que só precisava do pessoal economiza a metade. A procuração eletrônica não custa nada, e o contador não precisa do certificado da empresa em mãos.

Perguntas frequentes sobre os dois certificados

Diferença entre e-CPF e e-CNPJ afeta a validade?

Não. A validade depende da mídia, não do titular: doze meses em arquivo, três anos em token, até cinco na nuvem, para os dois.

O e-CPF do dono emite nota fiscal?

De produto, na maioria dos estados, sim, quando o sócio é responsável no CNPJ. De serviço, depende da prefeitura.

O corporativo assina contrato pessoal do sócio?

Não. Ele identifica a empresa, e o contrato em nome do sócio exige o e-CPF dele.

O que acontece com o corporativo na saída do sócio?

Ele precisa ser revogado e emitido em nome do novo responsável legal, com nova validação.

Preciso dos dois?

Só quando algum sistema exige o certificado com CNPJ e a pessoa também assina coisas próprias. Para muita microempresa, o pessoal basta.

O contador precisa do certificado da empresa?

Não. Com procuração eletrônica cadastrada na Receita, ele usa o próprio certificado para declarações e consultas.

Resumo

Diferença entre e-CPF e e-CNPJ é a identidade gravada: a pessoa física num, a empresa com um responsável legal no outro. O pessoal assina contratos próprios, declarações e documentos profissionais, e representa a empresa na Receita e em boa parte dos emissores de nota quando o sócio tem poderes. Já o corporativo é obrigatório onde a lei ou o sistema exigem o certificado da pessoa jurídica, e morre com a saída do responsável. Validade e mídia são iguais; preço e alcance, não.

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