O Pentágono anunciou nesta quarta-feira, 22, que o secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, deixará o cargo com efeito imediato. Nenhuma explicação foi dada para a saída repentina.

    O porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, fez o anúncio por meio de um comunicado na rede social X. Ele informou que o subsecretário Hung Cao assumirá a função de forma interina.

    A demissão de Phelan segue a saída de outros militares de alta patente no início do mês. Entre eles está o general Randy George, um dos comandantes mais importantes do Exército americano.

    Desde que retornou à Presidência em janeiro de 2025, Donald Trump promoveu uma série de mudanças nos altos escalões das Forças Armadas. Em fevereiro de 2025, ele demitiu sem explicações o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Charles Brown.

    A lista de oficiais removidos de seus cargos inclui os chefes da Marinha e da Guarda Costeira. Também foram afastados o general que comandava a Agência de Segurança Nacional (NSA) e o vice-comandante da Força Aérea.

    Um almirante da Marinha designado para a Otan e três advogados militares de alto escalão igualmente foram destituídos. Outros casos envolvem aposentadorias antecipadas.

    O chefe do Estado-Maior da Força Aérea anunciou que deixará o posto após cumprir apenas dois anos de um mandato de quatro. O chefe do Comando Sul fez o mesmo um ano após assumir.

    O secretário de Defesa, Pete Hegseth, tem afirmado que o presidente Trump tem o direito de escolher suas equipes. Por outro lado, políticos do Partido Democrata criticam a medida.

    Eles enxergam nas demissões uma politização das Forças Armadas, uma instituição que tradicionalmente se mantém neutra em assuntos políticos. O debate sobre a influência partidária no Pentágono segue aberto.

    Em uma medida relacionada, o chefe do Pentágono determinou no ano passado um corte de pelo menos 20% no total de generais e almirantes de quatro estrelas na ativa. A ordem visa reduzir o número de oficiais no topo da hierarquia militar.

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    Giselle Wagner

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.