A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a entrada do Banco Bradesco BBI S.A. em uma empresa do Grupo Volkswagen. A operação envolve a aquisição de uma participação minoritária na LM Transportes Interestaduais Serviços e Comércio S.A.
A empresa alvo atua no ramo de gestão e terceirização de frotas corporativas. Ela também trabalha com a locação de carros para motoristas de aplicativo e com o sistema de assinatura de veículos.
A decisão da Superintendência-Geral do Cade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 22. Conforme os documentos do processo, a operação tem caráter exclusivamente financeiro.
Para viabilizar a aquisição da participação societária, será criada uma nova empresa. Essa NewCo terá a única finalidade de realizar a compra da parte na empresa alvo, conforme descrito nos autos.
O percentual exato que o Bradesco BBI vai adquirir na LM Transportes não foi divulgado publicamente. Essa informação é tratada como sigilosa no sistema do Cade e não aparece no trecho disponível para consulta.
O parecer técnico sobre o negócio citou os motivos da operação. Para o comprador, o Bradesco BBI, a transação representa uma oportunidade de investimento. Para os vendedores, que são os atuais controladores da empresa do Grupo Volkswagen, a operação é vista como uma boa chance de capitalização.
A aprovação ocorreu na esfera da Superintendência-Geral do Cade, que é o órgão responsável pela análise inicial de atos de concentração econômica. A decisão foi tomada sem a imposição de quaisquer condições ou obrigações para as partes envolvidas.
O Banco Bradesco BBI S.A. é uma instituição financeira de investimento, pertencente ao Grupo Bradesco. A LM Transportes Interestaduais Serviços e Comércio S.A. é uma empresa controlada pelo Grupo Volkswagen, focada em soluções de mobilidade e gestão de frotas.
Operações dessa natureza, que envolvem a entrada de um grande banco de investimento em uma empresa de um grupo industrial consolidado, são comuns no mercado. Elas costumam passar pelo crivo do Cade para assegurar que não haja prejuízo à concorrência no setor.
A análise do conselho verificou que a aquisição de participação minoritária não altera o controle da empresa do setor de frotas e mobilidade. Por se tratar de um investimento financeiro e não estratégico, a operação foi liberada de maneira direta.

