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Tarifa de energia em Goiás: o que compõe a conta e onde dá para cortar

Tarifa de energia em Goiás é só metade do que o goiano paga; a outra metade são impostos, bandeira e iluminação pública, e cada parte tem um jeito de encolher.

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tarifa de energia em Goiás

tarifa de energia em Goiás

Um dono de lavanderia no Setor Bueno, em Goiânia, viu a conta de luz subir de R$ 2.900 para R$ 3.600 entre setembro e novembro sem ter comprado uma máquina sequer. Achou que era erro de leitura, pediu revisão e recebeu a explicação em três partes: o reajuste anual da distribuidora tinha entrado em outubro, a bandeira tinha ido de verde para vermelha e o calor tinha feito os ares-condicionados trabalharem mais. Nenhuma aparecia como "aumento" na fatura. Todas estavam lá.

A tarifa de energia em Goiás é o valor por quilowatt-hora homologado pela agência reguladora para a distribuidora do estado, hoje a Equatorial Goiás, e ela responde por cerca de metade do que o consumidor paga. O restante da fatura é ICMS estadual, PIS e Cofins federais, a contribuição de iluminação pública do município e o acréscimo da bandeira tarifária, que muda a cada mês conforme o custo de gerar. Quem olha só a tarifa não entende a fatura; quem a entende descobre onde cortar.

Este texto mostra como a fatura goiana se divide, quando o reajuste entra e como ele é calculado. Traz o efeito da bandeira, o desconto que o consumidor de baixa renda pode pedir, até onde os painéis vão, quanto custa reduzir a conta e os tropeços de quem confunde reajuste com erro de leitura.

Aqui estão os pedaços da fatura, o reajuste anual, a bandeira e a tabela comparativa. Entram a tarifa social, até onde a solar vai, os tropeços de leitura, a ordem para reduzir, os custos e as dúvidas mais frequentes.

Tarifa de energia em Goiás: os pedaços da fatura

O quilowatt-hora tem dois pedaços: a tarifa de energia, que paga a geração comprada pela distribuidora, e a tarifa de uso do sistema, que paga os fios, os postes e a operação. Sobre a soma entram ICMS, que em Goiás fica na casa dos 19% para consumo residencial comum, PIS e Cofins, com alíquota que varia mensalmente, e a bandeira. A iluminação pública vem como valor fixo por faixa de consumo, definido pela prefeitura. No fim, de cada cem reais pagos, entre cinquenta e cinquenta e cinco são a tarifa em si.

A lavanderia do Setor Bueno pagava perto de R$ 1.400 de impostos e bandeira dentro da fatura e nunca tinha separado uma coisa da outra.

O reajuste de outubro

Todo ano, no aniversário da concessão, a agência homologa um novo valor para a distribuidora, considerando energia comprada, inflação, investimentos na rede e encargos. Em Goiás, isso acontece em outubro, e o percentual varia entre consumidor residencial, comercial e industrial. O aviso vai na fatura, mas em letra pequena. Quem tem aluguel, preço de serviço ou orçamento fechado por ano precisa saber que a luz muda de patamar nesse mês.

Para quem quer sair da dependência da tarifa, o caminho mais usado no estado é a geração própria, e Goiânia tem oferta grande de instaladores. O diretório de empresas de energia solar em Goiânia lista mais de oito mil empresas do setor na capital, com filtro por segmento, como solar, instaladora elétrica e engenharia, e indicação das que têm registro verificado na ANEEL. Foi por uma lista assim que a lavanderia pediu três orçamentos depois de entender a fatura.

Comparativo entre as partes da conta

O que cada pedaço da fatura representa e o que reduz cada um.
PartePeso aproximadoO que reduz
Tarifa de energia25% a 30%.Geração própria ou mercado livre.
Fio e postes25% a 30%.Consumir menos; solar reduz em parte.
Impostos25% a 35%.Acompanham o consumo faturado.
Bandeira e taxa municipal0% a 10%.Chuva derruba a bandeira; a taxa não muda.

A bandeira mês a mês

A bandeira tarifária é o sinal do custo de gerar no país: verde não acrescenta nada, amarela soma poucos reais por 100 kWh, vermelha um e vermelha dois somam mais, por 100 kWh consumidos. Ela é definida mensalmente conforme o nível dos reservatórios e o uso de termelétricas, e vale para o país inteiro. Em Goiás, o período seco, de maio a setembro, é quando ela costuma subir, e o de chuva, quando volta ao verde. Numa lavanderia de 3.000 kWh mensais, a diferença entre verde e vermelha dois passa de R$ 200.

Tarifa social e baixa renda

Têm direito à tarifa social as famílias inscritas no cadastro único com renda por pessoa dentro do limite, os idosos e pessoas com deficiência que recebem o benefício de prestação continuada, e as famílias com membro em tratamento que exige aparelho elétrico. O desconto chega a 65% nas primeiras faixas de consumo, é aplicado pela distribuidora a partir do cadastro, e muita gente que teria direito não pede. Basta CPF e número da instalação nos canais da Equatorial.

Até onde a geração própria vai

Painéis no telhado reduzem a parcela de energia e, em parte, a de fio, e com elas os impostos que incidem sobre o consumo faturado. Não cortam a contribuição de iluminação, que é fixa, nem o custo mínimo de disponibilidade, e, para sistemas novos, paga uma fração crescente pelo uso do fio sobre a energia injetada. Na prática, um sistema bem dimensionado derruba a fatura em algo entre 60% e 85%, e não a zero. Em Goiás, com sol abundante e tarifa na faixa alta, o retorno fica entre três e cinco anos.

Tropeços de quem confunde reajuste com erro

O erro mais comum é pedir revisão de leitura quando a conta subiu por reajuste e bandeira, como fez a lavanderia, e perder tempo. Vem depois não pedir o desconto social tendo direito. Segue fazer orçamento anual sem contar com o novo patamar de outubro. Fecha a lista comprar solar acreditando em fatura zerada. O primeiro custa tempo; os outros custam dinheiro todo mês.

Em ordem, para reduzir

  1. Separar na fatura a tarifa, os impostos, a bandeira e a taxa municipal.
  2. Conferir se há direito ao desconto social e pedir o cadastro.
  3. Anotar que a conta muda de patamar em outubro e prever isso no orçamento.
  4. Reduzir o consumo de pico com ar-condicionado inverter, iluminação em LED e horário de máquinas.
  5. Pedir três orçamentos de solar a empresas registradas, comparando a geração estimada.

O passo um foi o que fez a lavanderia parar de pedir revisão.

Quanto custa reduzir

Entender a fatura e pedir o desconto social não custa nada. Trocar lâmpadas por LED custa algumas centenas de reais e retorna em meses. Ar-condicionado inverter custa de R$ 2.000 a R$ 4.000 por aparelho e consome até 40% menos. Um sistema solar comercial de 20 kWp em Goiânia fica entre R$ 55 mil e R$ 85 mil. A lavanderia instalou 25 kWp e a conta caiu para pouco menos de R$ 900.

Perguntas frequentes sobre a conta goiana

Tarifa de energia em Goiás é toda a conta?

Não. Ela é cerca de metade. O resto é ICMS, PIS, Cofins, bandeira e taxa de iluminação.

Quando a conta sobe?

No reajuste de outubro e sempre que a bandeira muda de cor, o que depende dos reservatórios a cada mês.

Quem tem direito ao desconto social?

Famílias no cadastro único dentro do limite de renda, quem recebe o benefício de prestação continuada e famílias com aparelho elétrico de tratamento. O desconto chega a 65%.

A solar zera a conta?

Não. Corta de 60% a 85%. Ficam a contribuição municipal, o custo mínimo e, em sistemas novos, o uso do fio sobre o que é injetado.

Por que a conta subiu sem consumir mais?

Quase sempre por reajuste ou bandeira. Antes de pedir revisão de leitura, conferir as duas na fatura.

Quanto pesa a bandeira?

De zero, na verde, a mais de R$ 200 por mês num consumo de 3.000 kWh na vermelha dois. Numa casa de 300 kWh, entre zero e uns R$ 25.

Resumo

Tarifa de energia em Goiás é cerca de metade da conta; ICMS, PIS, Cofins, bandeira e taxa de iluminação fazem o resto. O reajuste chega em outubro, a bandeira muda todo mês e o desconto social dá até 65% a quem tem direito e pede. Painéis no telhado cortam de 60% a 85%, não zeram, e retornam em três a cinco anos no sol goiano. A lavanderia do Setor Bueno passou de R$ 3.600 para R$ 900 depois de entender o que estava pagando.

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