Inflação dos EUA desacelera a 3,4% em julho

O índice de preços ao consumidor (IPC) dos Estados Unidos registrou leve desaceleração em julho, chegando a 3,4% em 12 meses. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Departamento do Trabalho do país.
Os dados ficaram dentro do esperado pelo mercado. Analistas previam exatamente esse percentual para a inflação acumulada, conforme levantamento do MarketWatch. A desaceleração ocorre em um cenário de queda nos preços da gasolina, influenciada pela pausa temporária das hostilidades no Oriente Médio entre junho e o início de julho, antes de o conflito se agravar novamente.
Na comparação mensal, os preços subiram 0,1%, também em linha com as projeções. O avanço foi puxado principalmente pelo aumento nos custos de serviços de saúde.
A notícia tende a acalmar os mercados. O Federal Reserve (Fed) optou por manter as taxas de juros inalteradas em sua última reunião, no fim de julho, preferindo aguardar novos dados. A maioria dos integrantes do Comitê de Política Monetária (FOMC) avaliou que o atual pico inflacionário é transitório e decidiu manter o status quo.
O Fed usa como referência principal o índice PCE, outra medição de inflação, para guiar suas decisões. O banco central americano tem um mandato duplo: controlar a inflação, com meta de 2% ao ano, e buscar o pleno emprego. Há mais de cinco anos a meta inflacionária não é cumprida.
No início de 2025, o cumprimento da meta parecia possível, mas a situação piorou gradualmente. Primeiro, pelas tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump. Depois, pelo agravamento da guerra. O conflito com o Irã representou uma ruptura ainda maior do que as tarifas.
A inflação estava em 2,8% antes dos primeiros bombardeios de Israel e dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Em maio, disparou para 4,2%.
O mercado de trabalho segue forte nos EUA, o que levou o Fed a esperar antes de agir. A taxa de desemprego ainda é baixa, dando margem para o banco central definir seus próximos passos. Nas últimas semanas, alguns membros do FOMC disseram que a resistência do emprego permitiria um aumento dos juros para combater a inflação com mais força. Três deles votaram nesse sentido na última reunião.
Juros mais altos encarecem o crédito, o que reduz o consumo e o investimento. Com isso, a economia esfria e a pressão sobre os preços diminui.
Comentários
Comentários via Facebook Social Plugin. Suas opiniões aparecem com seu perfil público.