Carlo Ancelotti declarou ao jornal francês L’Équipe que assumir a Seleção Brasileira é a chance de vencer o único título que falta em sua trajetória: a Copa do Mundo. O técnico italiano não vê a função como mais um trabalho, mas como a conclusão de um histórico currículo.
Depois de vencer praticamente tudo no futebol de clubes, ele enxerga no comando do Brasil a oportunidade de completar sua carreira. Essa ambição o coloca em sintonia com o objetivo nacional de conquistar o hexacampeonato mundial.
Na entrevista, Ancelotti afirmou que o ambiente da Seleção o rejuvenesceu, citando a proximidade e a conexão entre os jogadores. Para ele, isso mostra um grupo capaz de sustentar a busca pelo título.
No entanto, o treinador se mostrou pragmático e estabeleceu critérios. Sobre Neymar, deixou claro que o atacante tem espaço, mas não garantia de vaga. Ele disse que há um prazo para o jogador provar que está em condições de competir no alto nível.
Ancelotti também sinalizou uma possível mudança de posição para Neymar, visualizando-o atuando de forma mais centralizada e próxima ao gol, com uma função objetiva.
Já Casemiro foi apontado como um dos pilares do projeto, não só pela experiência, mas pela inteligência de jogo. O técnico vai além e enxerga no volante qualidades para ser um treinador no futuro, devido à sua compreensão tática.
O jovem Endrick, por sua vez, foi tratado como uma promessa em desenvolvimento. Ancelotti afirmou acompanhar de perto e reconhecer sua evolução, mas manteve uma postura cautelosa, evitando antecipações.
O italiano também indicou desejar continuidade no cargo. Ele mencionou que, quando há vontade de ambos os lados, não existem obstáculos para seguir adiante, deixando clara sua busca por estabilidade para tentar ganhar a Copa.
No fim, a entrevista revela a ambição compartilhada. Enquanto o Brasil almeja retornar ao topo do futebol mundial, Ancelotti busca o título que completaria sua história vitoriosa.

