O Banco Central implementou o bloqueio automático do Pix para transações suspeitas. Agora, as instituições financeiras podem reter valores por até 72 horas. A medida já está em vigor e pode resultar no bloqueio temporário de valores e na redução de limites de transferência em determinadas situações.
A mudança faz parte de um conjunto de diretrizes nacionais que padronizam os mecanismos de proteção no sistema financeiro. O objetivo é reduzir golpes e irregularidades. As regras podem afetar clientes de bancos como Nubank, Caixa e Itaú.
O bloqueio automático pode ser ativado, por exemplo, quando o usuário troca de celular. Nesse caso, o sistema entende a mudança como um possível indício de fraude. A retenção dos valores vale por até três dias, tempo que o banco tem para analisar a operação.
Além do bloqueio, os limites de transferência também podem ser reduzidos temporariamente. A padronização das regras vale para todas as instituições autorizadas pelo Banco Central. A orientação é que os clientes fiquem atentos às notificações enviadas pelos bancos e atualizem seus dados cadastrais regularmente.
Outra situação que pode disparar o bloqueio é a realização de transações em horários incomuns ou com valores muito acima do histórico do usuário. O sistema de segurança cruza informações de comportamento para identificar movimentações fora do padrão.
O Banco Central recomenda que os correntistas mantenham seus aplicativos atualizados e evitem compartilhar senhas ou tokens. Em caso de bloqueio indevido, o cliente deve entrar em contato com o banco para solicitar a liberação. A medida busca proteger o sistema financeiro e evitar prejuízos causados por golpes comuns no Pix, como o sequestro de celular e a engenharia social.
