Sempre me perguntei se meu “eu superior” é realmente eu. Não parece muito comigo. Parece mais um horror misterioso, formado por muitas vidas diferentes, e não me identifico com isso.

    Se esse “eu superior” sou eu, será que se importa com o que eu desejo? Às vezes, parece uma entidade indiferente e até cruel.

    Essa dúvida sobre a identidade e a consciência é comum. Muitas pessoas se questionam sobre sua essência e seu propósito. O “eu superior” é frequentemente visto como uma parte mais elevada ou espiritual de nós mesmos. Essa parte deveria nos guiar, mas nem sempre nos sentimos assim.

    O que pode ser essa parte elevada da nossa consciência? Algumas pessoas acreditam que nosso “eu superior” compreende tudo que vivemos, como um grande compilado de experiências. Isso pode causar uma sensação alienante, como se estivéssemos separados dessa parte essencial de nós.

    Quando pensamos em nossas vontades e desejos, buscamos compreensão e apoio. Muitas vezes, queremos que essa voz interna nos ajude a tomar decisões e a buscar o que desejamos na vida. Porém, a percepção de que ela pode ser indiferente gera desconforto.

    A ideia de um “eu superior” que não se importa pode ser desanimadora. Muitas vezes, esperamos que essa parte de nós seja compassiva e nos ajude a encontrar clareza. Se sentimos que ela nos ignora, isso pode nos fazer duvidar de nossas próprias capacidades.

    Estar em sintonia com esse “eu superior” é algo que muitas pessoas buscam. Isso inclui práticas como meditação, autorreflexão e outras técnicas que ajudam a conectar-se com essa parte interior. A ideia é que, ao nos conhecermos melhor, possamos entender o que nos move e o que realmente desejamos.

    No entanto, o processo de autodescoberta pode ser desafiador. Primeiramente, é preciso aceitar que todos enfrentamos dúvidas e incertezas. Não é uma experiência única, mas sim uma jornada que muitos percorrem. A busca por respostas pode levar tempo e exigir paciência.

    Além disso, cada pessoa possui suas diferentes formas de entender e expressar essa busca. Algumas pessoas podem encontrar paz e clareza em práticas espirituais, enquanto outras podem preferir explorar suas emoções de maneira mais prática e concreta.

    Quando lidamos com essas questões, é importante entrar em contato com nossos sentimentos e questionamentos. Perguntas como “O que eu realmente quero?” ou “Como posso me conectar melhor com minha essência?” podem abrir caminho para uma compreensão mais profunda.

    Outra maneira de abordar a situação é considerar que a consciência pode ser complexa. Nossas experiências e emoções moldam não apenas quem somos, mas também como nos sentimos em relação ao nosso “eu superior”. Essa ligação entre passado e presente é vital para o entendimento.

    Por fim, cada jornada de autodescoberta é única. Embora encontrarmos o “eu superior” possa parecer inalcançável, a chave está na disposição para fazer perguntas e buscar o autoconhecimento. A prática leva à compreensão e, com o tempo, podemos encontrar um caminho mais amoroso em relação a essa parte de nós.

    Entender o papel do “eu superior” significa explorar nossos desejos e frustrações. Enquanto buscamos esta conexão, pode ser útil lembrar que é normal questionar e sentir insegurança. A experiência humana é feita de dúvidas e buscas por significado.

    Portanto, continue essa exploração. Siga fazendo perguntas e não tenha medo de se aprofundar em seus sentimentos. Cada passo dado na busca pelo entendimento do “eu superior” é um passo para a autocompreensão e, possivelmente, para uma vida mais plena e conectada.

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    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.