Desde pequeno, sempre tive a sensação de que algo estranho estava preso a mim. Não consigo identificar exatamente o que é e já fiz várias pesquisas sobre demônios e entidades, mas sinto que estou perdido e não encontro respostas.
Nos meus sonhos, aparecem diferentes tipos de entidades, como pessoas sombrias e várias formas de demônios. Essa experiência é muito intrigante e, por vezes, até assustadora.
Entretanto, a sensação que tenho sobre essa conexão específica não é de maldade. Esse ser que sinto próximo de mim não me faz mal, mas é silencioso. Ele raramente se mostra nos meus pesadelos, mas quando isso acontece, está sempre ao meu lado. Quando falo com ele, não recebo resposta, mas percebo que ele me escuta atentamente. As cores que sinto em sua presença são tons de vermelho escuro e vermelho sangue.
Além disso, sinto uma forte ligação com o Arcanjo Miguel, mesmo não sendo cristão ou católico. Minha família é religiosa, e essa conexão é algo que carrego comigo. Por outro lado, percebo que Hecate, uma deusa que faz parte do meu estudo, não aprecia essa presença ao meu redor.
Meu lado familiar que segue práticas de bruxaria tende a ser mais reservado e prefere não se relacionar, mesmo entre os membros da família. Essa relação pode ser complicada, pois a interação entre as crenças e práticas de cada parte da família traz desafios.
Vale mencionar que essa entidade que sinto ao meu lado não gosta de ter outras pessoas próximas a mim. Ela não faz mal a ninguém, mas adota um comportamento passivo-agressivo, dirigindo atenção apenas para mim. Isso pode tornar as relações interpessoais um pouco difíceis, pois a presença dela parece afetar minha interação com os outros.
Na busca por entender melhor essa situação, sempre procurei maneiras de me sentir mais em paz com tudo isso. Tentei meditações e até alguns exercícios de relaxamento. É como se pudesse, de alguma forma, conversar internamente com essa entidade e tentar compreender o que representa na minha vida.
Conversar sobre esses sentimentos com outras pessoas é desafiador. Muitos não compreendem ou têm dificuldade em aceitar experiências que fogem do comum. Isso me faz sentir, às vezes, isolado, e busco sempre por alguém que entenda essa realidade.
A convivência com essa entidade tem dias mais fáceis e outros mais difíceis. Há momentos em que sinto sua presença ao meu lado como um apoio silencioso, enquanto em outros, a sensação de que está mais perto pode ser angustiante. Esse misto de emoções é parte da minha realidade diurna e noturna.
Embora a experiência seja estudada por algumas tradições, a vivência pessoal pode ser única. Cada um lida de maneira diferente com essas conexões, e o importante é encontrar a sua própria forma de compreender o que está acontecendo. Procuro sempre aprender mais sobre as associações que essas entidades possuem e como podem impactar a vida.
Além disso, a prática de estar em sintonia com o espaço ao meu redor e buscar energias positivas traz uma certa tranquilidade. A meditação é uma ferramenta que uso para acalmar a mente e o espírito, especialmente ao lidar com essa presença constante.
A convivência com pressões externas, como as opiniões de familiares e amigos sobre esses temas, pode ser complicada. Muitas vezes, é necessário ter uma conversa franca e tranquila, assim como respeitar a visão de cada um, mesmo que não se concorde plenamente.
Explorar outras crenças e tradições pode iluminar o caminho e trazer novas compreensões sobre o que sinto. A troca de experiências com outras pessoas que vivenciam algo similar ajuda a expandir a visão e, muitas vezes, descobrir soluções para lidar com os desafios diários.
Por fim, é fundamental lembrar que cada um de nós tem o seu próprio tempo e espaço para explorar essas questões. Aceitar que essa conexão faz parte da minha vida não significa que já tenho todas as respostas. A busca continua, e cada passo que dou em direção à compreensão é válido.
