O livro “Energias Subtis na Terapia, Espiritualidade, Artes e Política: 1800 até hoje” é uma coletânea de estudos que analisa o conceito de energias subtis em diferentes contextos. Os editores, Julian Strube, Marleen Thaler e Dominic Zoehrer, oferecem uma visão histórica sobre o assunto através de diferentes disciplinas.

    Este volume é importante porque estabelece uma base teórica que une a pesquisa sobre energias subtis com os estudos religiosos. A ideia de energias subtis tem atraído a atenção de muitas pessoas e influenciado diversas áreas, como a medicina alternativa e práticas envolvendo corpo e mente.

    A crença em energias subtis não é apenas um fenômeno isolado; ela impacta áreas como a música, as artes visuais, além de debates sobre gênero, raça e movimentos sociais ligados ao meio ambiente. O livro busca explorar as raízes históricas desse conceito e suas várias aplicações ao longo do tempo.

    A estrutura do livro é dividida em várias partes. A primeira parte traz uma introdução e os capítulos iniciais sobre as raízes históricas das energias sutis, abordando temas como o ocultismo e a perspectiva oriental sobre essas energias.

    A segunda parte se concentra nas energias sutis aplicadas à cura. Em um dos capítulos, por exemplo, Bastiaan van Rijn compara as ideias de cura de Franz Anton Mesmer com as práticas contemporâneas. Outro capítulo discute o trabalho de Dewanchand Varma na França durante o período entre guerras, conectando suas práticas de pranoterapia às energias sutis.

    Além disso, o livro fala sobre Reiki e Terapia do Toque, demonstrando como esses métodos se tornaram mais aceitos na medicina moderna, apesar de suas raízes ocultas. Há também uma discussão sobre Qìgōng, acupuntura e a energia de Gaia nas práticas de cura ambientais.

    A terceira parte do livro explora as energias sutis em tradições como o yoga e o tantra. Um capítulo destaca a relação entre “Dīkṣā” e mesmerismo, enquanto outro discute a energia “Kuṇḍalinī”, sua importância no tantra e os ensinamentos modernos.

    A quarta parte aborda como as energias sutis também afetam as artes e a política. Um dos capítulos foca nas energias sonoras, detalhando práticas como a respiração de vogais e a entonação de mantras. Outro capítulo joga luz sob a conexão entre ocultismo e tecnologia, especialmente em movimentos políticos.

    A obra também toca em questões delicadas, como a relação entre educação sexual e eugenia, abordando como algumas práticas esotéricas tentaram influenciar a saúde da sociedade.

    No final do livro, ainda há um índice de nomes e temas que facilita a navegação pelos tópicos discutidos.

    Concluindo, “Energias Subtis na Terapia, Espiritualidade, Artes e Política” fornece um olhar abrangente sobre como as energias subtis têm seu lugar em diversas áreas. A pesquisa apresentada oferece uma nova compreensão sobre esses temas, promovendo uma reflexão sobre seu impacto na cultura contemporânea.

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    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.