A magia é um tema fascinante que permeia diversas atividades humanas. Este artigo aborda como a magia se relaciona com a arte, ciência e cultura ao longo da história. Através da visão de Carl Abrahamsson, o texto oferece uma jornada “mágica-antropológica” que vai do xamanismo nórdico antigo até práticas contemporâneas.

    Desde os primórdios da humanidade, a magia tem sido um ponto central em nossas culturas. Ela está presente em ciências, artes, filosofia, religiões e até na psicologia. A essência da magia revela que estamos conectados a todas as formas de vida. Essa conexão é parte do que nos torna humanos.

    Abrahamsson analisa a atração natural que os seres humanos sentem pela magia. Ele discute como essa atração pode ser distorcida por religiões e sociedades ocultas. Também enfatiza que as crianças, ao ver o mundo, têm uma percepção mágica, reconhecendo intuitivamente os efeitos positivos da magia.

    O autor relaciona a magia com diferentes práticas, como o uso de substâncias psicotrópicas, bruxaria, xamanismo e rituais de grupos como o Thee Temple ov Psychick Youth (TOPY). Aborda também a música dos Mestres Músicos de Joujouka, rituais que possuem um caráter de pânico e transcendência. Essas práticas mostram como a magia pode manifestar-se de várias maneiras.

    Abrahamsson explora a “realidade mágica” encontrada na literatura, especialmente nos trabalhos de escritores como William S. Burroughs e Brion Gysin. Ele menciona a técnica do “cut-up”, onde textos são decompostos e reorganizados, criando uma nova narrativa. Essa abordagem surge como uma forma mágica de contar histórias e refletir a complexidade da experiência humana.

    Além disso, o autor compara as psicologias de poetas como Ezra Pound e do mago Austin Osman Spare, indicando uma conexão profunda entre arte e magia. O lobo Fenris, presente na mitologia escandinava, é usado como uma metáfora poderosa, representando forças pessoais e universais.

    As peregrinações, tanto físicas quanto espirituais, são analisadas como formas de enriquecer nossas vidas. A filosofia do escritor alemão Ernst Jünger é discutida, assim como as técnicas mágicas do cineasta britânico Derek Jarman. Essas reflexões ressaltam a importância de reconhecermos nossa própria mortalidade, um aspecto essencial da condição humana.

    Ao compartilhar mais de 30 anos de experiências em occultura e antropologia mágica, Abrahamsson destaca a história mágica, tanto antiga quanto moderna. Ele revela a magia que nos conecta a todos, ao longo do tempo e do espaço. O texto convida os leitores a refletirem sobre suas próprias experiências e percepções de magia.

    Por fim, a busca por entender a magia dentro da cultura é uma jornada que pode enriquecer nossas vidas. Reconhecer a magia nas interações diárias, nas histórias contadas e nas experiências vividas pode nos ajudar a estabelecer uma conexão mais profunda com o mundo ao nosso redor. Essa abordagem acessível e direta torna o entendimento sobre magia e suas manifestações mais claro e significativo para todos.

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